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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Afif cobra aprovação do Crescer sem Medo sem vetos



Por Agência Sebrae

A sanção do projeto que amplia o teto de faturamento para enquadramento no Simples Nacional deve acontecer no próximo dia 27 de outubro

A importância da sanção ao projeto Crescer Sem Medo ocorrer sem vetos pela Presidência da República foi destacada em palestra do presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, no 3º Fórum da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), realizado no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (18/10).

Ele enfatizou a importância da mobilização da sociedade para que a lei seja sancionada exatamente como foi aprovada na Câmara dos Deputados. A sanção está marcada para o próximo dia 27.

Um dos pontos do projeto mais ressaltado pelo presidente do Sebrae foi a criação da Empresa Simples de Crédito (ESC), que possibilitará às micro e pequenas empresas maior acesso ao financiamento e permitirá ao cidadão emprestar recursos próprios para pequenos negócios da sua comunidade, sem a participação do mercado financeiro tradicional.

“Disseram que essa iniciativa seria agiotagem, mas agiotagem é o cheque especial. Muitos pequenos negócios se financiam dessa forma porque os bancos não lhes concedem crédito”, disse AFif.

O presidente do Sebrae também apresentou os principais pontos da lei e enfatizou a inclusão dos pequenos negócios do segmento de bebidas no Simples (cervejas, vinhos e cachaças). Ele criticou a concentração de fabricantes no setor. “Fazem da cerveja uma coletoria de impostos. Esperamos que essa conquista não seja vetada pela burocracia de gabinete”, disse.

O Crescer sem Medo amplia o prazo de parcelamento de dívidas tributárias de micro e pequenas empresas de 60 para 120 meses.

A lei também eleva, a partir de 2018, o teto anual de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI) de R$ 60 mil para R$ 81 mil e cria uma faixa de transição de até R$ 4,8 milhões de faturamento anual para as empresas que ultrapassarem o teto de R$ 3,6 milhões.


                           

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Simples Nacional - Votação do Projeto Crescer sem Medo na Câmara será realizada dia 23



Projeto de lei prevê que empreendedores com dívidas tributárias possam ter novas regras de parcelamento imediatamente

A Câmara dos Deputados deve votar no próximo dia 23 o Projeto de Lei Complementar (PLP) 25/2007 - Crescer sem Medo, que prevê, entre outras medidas, a ampliação do prazo de parcelamento de dívidas tributárias de micro e pequenas empresas de 60 para 120 meses. Caso seja aprovado ainda neste ano, as regras de parcelamento entram em vigor a partir do dia de publicação da lei.

A data foi marcada após o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, ter se reunido no fim da manhã desta quarta-feira (10) com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, o presidente da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, deputado Jorginho Mello, e com outros deputados da Frente. Afif pediu urgência para votação do projeto, argumentando que é um importante instrumento para alavancar a economia brasileira e ajudar os pequenos negócios a ter oxigênio para atravessar a atual crise.

“A cada um minuto uma empresa fica inadimplente no Brasil. Precisamos permitir que os donos de pequenos negócios tenham um prazo maior para pagar seus débitos fiscais o mais rápido possível. Uma iniciativa dessas pode impedir a falência de uma empresa ou estimular novos investimentos”, destacou o presidente do Sebrae.

Além do aumento do prazo de parcelamento dos débitos tributários, o Crescer sem Medo eleva o teto anual de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI) de R$ 60 mil para R$ 81 mil e cria uma faixa de transição de até R$ 4,8 milhões de faturamento anual para as empresas que ultrapassarem o teto de R$ 3,6 milhões.

A faixa de transição irá funcionar como a progressão de alíquota já praticada no Imposto de Renda de Pessoa Física, ou seja, quando uma empresa exceder o limite de faturamento da sua faixa, a nova alíquota será aplicada somente no montante ultrapassado. Também consta no projeto a redução do número de tabelas, de seis para cinco, e de faixas, de 20 para seis.

A proposta também regulamenta a figura dos “investidores-anjo”, aquelas pessoas que financiam com recursos próprios empreendimentos ainda em seu estágio inicial, e permite a criação da Empresa Simples de Crédito (ESC), que tem como objetivo criar empresas que possam oferecer empréstimos a negócios locais ampliando as ofertas de crédito para os empreendimentos de micro e pequeno porte.