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quarta-feira, 22 de maio de 2019

CCJ Aprova Reforma Tributária



CCJ aprova reforma tributária. Com esta medida proposta será analisada agora por comissão especial

A proposta acaba com três tributos federais - IPI, PIS e Cofins -, com o ICMS, que é estadual, e com o ISS, municipal. No lugar deles, será criado o IBS - Imposto sobre Operações com Bens e Serviços, de competência de municípios, estados e União


O que esperar na prática da Reforma Tributária?

“Reforma Tributária, se aprovado o texto da PEC 45/2019 contribuintes sentirão saudades da partilha do DIFAL da Emenda Constitucional 87/2015, que teve início em 2016 e terminou em dezembro de 2018.
Mas como assim? O Projeto promete 10 anos de transição. Após criação do IBS – Imposto sobre Bens e Serviços este ao longo do período de transição vai sofrendo aumento enquanto que os demais tributos existentes serão reduzidos (ICMS, ISS, IPI, PIS e COFINS). O que significa que vamos conviver pelos menos 10 anos com os tributos que já existem + o IBS”.

Confira nota veiculada pela Agência Câmara de Notícias


A proposta acaba com três tributos federais - IPI, PIS e Cofins -, com o ICMS, que é estadual, e com o ISS, municipal. No lugar deles, é criado o IBS - Imposto sobre Operações com Bens e Serviços, de competência de municípios, estados e União 
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (22) a admissibilidade da reforma Tributária (PEC 45/19).

A proposta acaba com três tributos federais - IPIPIS e Cofins -, com o ICMS, que é estadual, e com o ISS, municipal. Todos eles incidem sobre o consumo. No lugar deles, é criado o IBS - Imposto sobre Operações com Bens e Serviços, de competência de municípios, estados e União, além de um outro imposto, sobre bens e serviços específicos, esse de competência apenas federal. O tempo de transição seria de dez anos.

O deputado João Roma (PRB-BA), apresentou na semana passada parecer recomendando a aprovação da proposta na CCJ. No relatório, ele argumentou que a reforma apresentada não contraria a Constituição e segue critérios técnicos, ou seja, que ela deve ser admitida pela CCJ para ter a análise de seu conteúdo iniciada. 
O relator entendeu que os questionamentos à proposta seriam centrados na unificação de tributos, que poderia, segundo alguns entendimentos, contrariar a autonomia dos estados e municípios e ferir o pacto federativo. 
Mas como o IBS será composto por três alíquotas - federal, estadual e municipal; e União, estados e municípios poderão fixar sua alíquota do IBS em valor diferente, João Roma entendeu que não havia riscos para o pacto federativo. 
A reforma tributária será agora analisada por uma comissão especial criada com essa finalidade. Se aprovada, segue para análise do Plenário.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

PEC-45/2019

Leia mais:


segunda-feira, 29 de maio de 2017

Siga o Fisco apoia a Reforma Tributária


Participamos da audiência pública realizada em São Paulo no último dia 22 de maio

A nossa bandeira para implantação da Reforma Tributária (reforçada por vários leitores deste canal através de sugestões):
Redução da burocracia com a simplificação, sem aumento da carga tributária;
Redução da carga tributária; e
Fim da Guerra Fiscal.
“Não é razoável manter a cobrança de vários tributos sobre a mesma base, como ocorre com o PIS e a COFINS”.  Neste ponto, não podemos permitir que a simplificação resulte em aumento da carga tributária.

A audiência pública foi realizada na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. 
Segundo o deputado Itamar Borges nesse momento precisamos ter foco e ajudar o país avançar na reforma tributária. “A crise econômica enfrentada pelo Brasil mostra que precisamos resolver problemas estruturais, que perduram por décadas. Temos que simplificar, desonerar, combater a sonegação e enfrentar a guerra fiscal”, afirmou.

O deputado Luiz Carlos Hauly, relator da Reforma Tributária, realizou uma detalhada apresentação sobre a situação tributária brasileira e comparou a forma como o país cobra os seus tributos com diversos outros países do mundo. “Como todo empresário sabe, vivemos um caos tributário. Taxamos o consumo, o que inibe o desenvolvimento econômico e penaliza os mais pobres”, afirmou.
Principais pontos da Proposta da Reforma Tributária:

Carta de São Paulo pela Reforma Tributária
Durante o encontro o deputado Luiz Carlos Hauly recebeu das mãos do deputado Itamar Borges e de representantes de entidades que fazem parte da FREPEM, como FIESP, FECOMERCIO, SESCON-SP, SEBRAE, FACESP, CRC-SP, ACSP, FECONTESP, SINDCONT, OAB, universidades, entre outras, a Carta de São Paulo com sugestões para a Reforma Tributária.
A carta defende princípios e recomendações para: simplificação do sistema tributário; fim da guerra fiscal; redução da carga tributária; não instituição de novos tributos; novos prazos de prescrição e decadência; prazo de 60 dias para cumprimento das obrigações acessórias; inserir no sistema tributário nacional o simples nacional; desoneração tributária completa de investimentos e exportações; não-cumulatividade plena na tributação de bens e serviços; aumento dos tratados internacionais para evitar dupla tributação.

De acordo com o relator, Deputado Hauly, "o texto da Reforma Tributária deve ficar pronto em julho deste ano e depois será submetido à audiência pública na internet para receber sugestões e críticas, antes de ir ao plenário".  

Água mineral
Nesta ocasião, o Deputado Hauly depois de ouvir o depoimento do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais - ABINAM, se comprometeu a inserir no texto da reforma água mineral na lista de alimentos. “Há muito tempo este produto está na lista de bebidas frias e sofre a pior tributação com o regime da Substituição Tributária do ICMS, calculado com base em pauta”, lamenta o presidente da ABINAM.
No depoimento, o presidente da ABINAM, Carlos Alberto Lancia, lamentou acerca da tributação: “embora água seja um alimento o fisco não entende assim”.

Vamos continuar acompanhando e contribuindo para a “Reforma Tributária sair do papel”
A carga tributária é alta? A burocracia é um entrave no empreendedorismo? Podemos melhorar o ambiente de negócios com a desburocratização e a simplificação?
Não basta reclamar, é necessário participar!

Leia mais:

terça-feira, 16 de maio de 2017

Quem não deve participar da audiência pública sobre a Reforma Tributária?




- Aquele que está de acordo com a carga tributária; 
- Quem está de acordo com o número de obrigações acessórias; e
- Aquele que já desistiu de acreditar em mudanças para melhor.

Enfim, não deve participar da Audiência Pública sobre a Reforma Tributária, aquele que está de acordo com a carga tributária e com a burocracia.

Siga o Fisco apoia a Reforma Tributária que reduza a burocracia sem aumentar a carga tributária.

Confira aqui Convite para participar da Audiência Pública, que vai debater a Reforma Tributária.
Evento será realizado dia 22 de maio, às 15hs na ALESP.
Os interessados devem enviar através de mensagem, nome e contato informando quero participar da Audiência Pública sobre a Reforma Tributária (contato.sigaofisco@gmail.com).




segunda-feira, 15 de maio de 2017

Reforma Tributária – Convite para Audiência Pública


A carga tributária é alta? A burocracia é um entrave no empreendedorismo? Podemos melhorar o ambiente de negócios com a desburocratização e simplificação?
Não basta reclamar, é necessário participar!

Siga o Fisco apoia a Reforma Tributária e Convida você para participar da Audiência Pública.

Vamos defender nossa proposta no próximo dia 22 de maio, às 15hs na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

O principal ponto da proposta da Reforma Tributária:
Simplificação das regras tributárias sem aumento da tributação.

CONVITE
AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE A REFORMA TRIBUTÁRIA

O evento que será realizado na ALESP (22 de maio, às 15hs), vai contar com a participação do Deputado Federal Luiz Carlos Rauly, relator da Comissão da Câmara dos Deputados que está discutindo a Reforma Tributária; além do presidente do Sebrae Guliherme Afif Domingos, entre outras lideranças empresariais e sindicais, parlamentares e especialistas.

Contamos com a sua participação!

Para controle do nº de participantes, responda na mensagem eu vou participar, com nome e contato (e-mail).




EndereçoAv. Pedro Álvares Cabral, 201 - Parque Ibirapuera, São Paulo - SP, 04097-900
Auditório Franco Montoro

sábado, 6 de maio de 2017

Reforma tributária? Participe!




Muito se fala em Reforma Tributária, tão necessária e importante para o nosso pais, então é hora de participar 

Se você fosse participar do debate:
1 - Que tributo deve ser eliminado e porquê?
2 - Que tributo deve ser alterado a forma de apuração (base de cálculo e alíquota por exemplo)?
3 - Qual tributo deve ser criado para eliminar os existentes (informar qual).
3.1 - Novo tributo informar base de cálculo, alíquota e contribuinte.

Evite enviar textos longos.
Daremos prioridade para exemplos práticos.

Matéria sobre este tema:
Elaboraremos uma matéria com as principais sugestões praticas, com os devidos créditos.

Para participar envie sua sugestão através de mensagem. Se o texto for muito grande envie seu e-mail que será disponibilizado e-mail do Blog específico para este fim.
Para ser citado na matéria (nome, função e empresa), é necessário enviar sugestão até dia 09 de maio (09/05/2017).


Equipe Siga o Fisco agradece a sua participação.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Reforma tributária começou com a revogação de benefícios fiscais



Por Josefina do Nascimento

Revogar e retirar benefícios fiscais, também é uma forma de aumentar a carga tributária

Porém, do ponto de vista de impactos negativos para o governante, é muito menor do que simplesmente aumentar a alíquota de um determinado tributo ou criar um novo.

Foi assim, que o governo federal em exercício fez. 
Para aumentar a arrecadação, começou revogando benefícios fiscais, que reduziam a carga tributária para apenas parcela dos contribuintes.

"Via de regra os benefícios fiscais reduzem a carga tributária somente para uma parcela  dos contribuintes, assim agrada apenas alguns empresários ou setores da economia".

Recentemente o Presidente Temer retirou diversas atividades da desoneração da folha de pagamento (Lei nº 12.546/2011). Com esta medida o governo espera aumentar a arrecadação da contribuição previdenciária patronal a partir do 2º semestre.

Lição de casa
Com o desafio de aumentar a arrecadação, a equipe econômica continua em busca de benefícios fiscais que possam ser revogados e com isto contribuir com a meta fiscal. Portanto, a retirada de vários setores da desoneração da folha de pagamento foi apenas o começo.

Os contribuintes que gozam de benefícios fiscais, devem ficar atentos, pois neste momento eles poderão ser revogados. 

A revogação de benefícios fiscais resulta em aumento da carga tributária, por este motivo, não pode ser feita “a toque de caixa”, é necessário repeitar os prazos fixados em lei para aplicação.


Leia mais:


quinta-feira, 30 de março de 2017

Governo corta R$ 42 bi em gastos e eleva imposto sobre folha de pagamento de empresas


Fonte: G1


Objetivo da equipe econômica é tentar fechar buraco de R$ 58,2 bilhões no orçamento para atingir meta fiscal, de déficit primário de R$ 139 bilhões, fixada para 2017.


A equipe econômica do governo Michel Temer anunciou nesta quarta-feira (29) uma série de medidas, de aumento da arrecadação e de corte de gastos, para fechar o buraco de R$ 58,2 bilhões no orçamento e tentar atingir a meta fiscal fixada para 2017, que é de déficit de R$ 139 bilhões.

As medidas anunciadas foram:
·                   Bloqueio de R$ 42,1 bilhões em gastos públicos
·                   Receita extra com a reoneração da folha de pagamento: R$ 4,8 bilhões
·                   Receitas extras com relicitação de 4 hidrelétricas: R$ 10,1 bilhões
·          Receita extra com a equiparação da alíquota de IOF de cooperativas de crédito, com a cobrada de bancos: R$ 1,2 bilhão
As medidas foram divulgadas pelos ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira.

O corte de gastos é maior que o previsto porque o governo decidiu não contar neste momento com uma outra receita extra, que viria da volta, para a União, de precatórios não resgatados.

Precatórios são dívidas do governo com pessoas ou empresas reconhecidas pela Justiça. De acordo com o ministro da Fazenda, há R$ 8,6 bilhões em precatórios depositados, mas não resgatados pelos beneficiários.

Meirelles informou que o governo não desistiu de contar com pelo menos parte desses recursos. Entretanto, vai aguardar por mais garantia jurídica de que os beneficiários realmente perderam o direito ao dinheiro.

Portanto, o bloqueio de gastos, hoje em R$ 42,1 bilhões, pode ficar menor mais para frente.

O buraco de R$ 58,2 bilhões no orçamento foi provocado, principalmente, pela queda na previsão de crescimento da economia brasileira neste ano. A peça orçamentária de 2017 foi elaborada levando em consideração a previsão de alta de 1,6% para o PIB. Na semana passada, porém, o governo a reduziu para 0,5%.

Com o desempenho mais tímido da economia, também cai a previsão de arrecadação do governo com impostos e tributos - assim surgiu o buraco. Entretanto, dos R$ 58,2 bilhões, R$ 3,4 bilhões são resultado de aumento de despesas federais. 


 

Fim da desoneração

O ministro da Fazenda anunciou que 50 setores serão excluídos da possibilidade de pagar imposto sobre a folha de pagamentos com base em um percentual da receita bruta - que representava uma tributação menor.

Entre os setores que vão perder o benefício estão: confecção, couros e calçados, têxtil, naval, aéreo, de material elétrico, autopeças, hotéis, plásticos, móveis, fármacos e medicamentos, equipamentos médicos e odontológicos, bicicletas, pneus e câmaras de ar, papel e celulose, brinquedos, instrumentos óticos, suporte técnico de informática.

Segundo o ministro da Fazenda, 4 setores vão continuar a optar pela desoneração da folha: transporte rodoviário coletivo de passageiros (ônibus urbano ou interurbano); transporte metroviário e ferroviário de passageiros (metrô e trem); construção civil e obras de infraestrutura; comunicação, radio e televisão, prestação de serviços de informação, edição e edição integrada à impressão.

Ele apontou que o benefício foi mantido a esses setores porque, no caso deles, o governo considera que a desoneração "faz efeito", o que, disse Meirelles, não ocorre com os demais.

A reoneração começa a valer apenas em julho, pois precisa cumprir a chamada "noventena", que conta a partir do anúncio. Por isso, a previsão do governo é que a arrecadação com essa medida será restrita apenas aos meses de agosto a dezembro.

Apesar de ter eliminado a possibilidade de a maior parte dos setores da economia poder contar com tributação menor na folha de pagamentos, o ministro Meirelles não considerou que houve aumento de impostos.

“Essa medida não é considerada de fato um aumento de impostos. É a eliminação de uma opção adotada pelo governo anterior e que não funcionou. Não é um aumento de impostos”, disse a jornalistas.

A desoneração da folha de pagamentos começou em agosto de 2011, em um pacote de bondades lançado pela então presidente Dilma Rousseff. O objetivo era estimular a geração de empregos no país e melhorar a competitividade das empresas brasileiras.

Entre 2012 e 2016, a renúncia fiscal com a desoneração foi de R$ 77,9 bilhões, segundo dados da Receita Federal. Atualmente, cerca de 40 mil empresas de mais de 50 setores da economia se beneficiam do programa.

Corte de gastos

O bloqueio inicial de R$ 42,1 bilhões no orçamento deste ano, anunciado nesta quarta-feira pelo governo, é maior do que o efetuado em 2016 – quando somou R$ 23,2 bilhões em um primeiro momento (depois o valor foi ampliado). Entretanto, ficou abaixo do corte de gastos anunciado em 2015 - de R$ 66,9 bilhões, o maior da história.

O governo informou que o bloqueio total de R$ 42,1 bilhões, será dividido em:
·                   Corte de gastos dos Ministérios: R$ 20,1 bilhões
·                   Programa de Aceleração do Crescimento (PAC): R$ 10,5 bilhões
·                   Emendas parlamentares obrigatórias: R$ 5,4 bilhões
·                   Emendas não obrigatórias: R$ 6,1 bilhões
O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, não detalhou como o corte de R$ 20,1 bilhões será distribuído entre os ministérios. Informou apenas que o governo vai respeitar a "aplicação mínima" de recursos para alguns setores, como saúde e educação.

Dyogo Oliveira informou ainda que não haverá corte em programas sociais, como o Bolsa Família.

Hidrelétricas


Ao contrário do que ocorreu em anos anteriores, o governo optou por não divulgar as medidas para cobrir o rombo no orçamento no dia 22 de março. Um dos motivos, segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, é que o governo preferiu esperar por decisões judiciais que liberariam a relicitação de algumas hidrelétricas.

Segundo o ministro, as decisões vieram nesta semana. E elas vão permitir ao governo retomar o controle de quatro usinas hidrelétricas: São Simão, Jaguara, Volta Grande e Miranda.


O governo pretende relicitá-las ainda nesta ano. A previsão é arrecadar um total de R$ 10,1 milhões com o leilão delas.

quarta-feira, 8 de março de 2017

REFORMA FISCAL, Não há garantia de que não haverá aumento da carga tributária



Diante da crise que o Brasil atravessa, a reforma se tornou mais urgente e acredita-se que este é o melhor momento para fazer.
Mas é preciso cautela, afinal de contas, a pressa é conhecida como inimiga da perfeição.


Leia mais aqui.







quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Sebrae prepara sugestões para a reforma tributária




Por Agência Sebrae

O relator da reforma, Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), defendeu um "amplo Refis" antes de aprovação de leis modificando os impostos no país

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Guilherme Afif Domingos, assinaram nesta quarta-feira (22/02) um acordo de cooperação técnica para auxiliar os parlamentares na consolidação do projeto de lei que vai nortear a reforma tributária no Congresso Nacional.

Por meio da parceria, o Sebrae vai contratar a Fundação Getulio Vargas para elaborar estudos com sugestões que possam subsidiar o debate sobre a reforma.

A ideia é que o Sebrae utilize sua experiência de simplificação e desburocratização de impostos para auxiliar os parlamentares na elaboração de propostas.

Durante encontro com Maia, na manhã de hoje, Afif ressaltou que o Sebrae está investindo R$ 200 milhões em uma parceria com a Receita Federal na elaboração e aprimoramento de dez sistemas que vão facilitar a vida do contribuinte, como a nota fiscal eletrônica, a Redesimples e um e-Social voltado para as empresas.

Na terça-feira (21/02) Afif participou de reunião, no Palácio do Planalto, do grupo de trabalho que vai discutir a reforma tributária.

Na ocasião, o assessor especial da Presidência da República, Gastão Toledo, escalado para comandar a reforma, disse que há expectativa de aprovar as mudanças tributárias até o final do ano.

Fazem parte do grupo de trabalho representantes dos ministérios da Fazenda e do Planejamento, da Receita Federal e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A próxima reunião do grupo de trabalho está prevista para o dia 14 de março.

RELATOR DEFENDE AMPLO REFIS ANTES DA REFORMA
O relator da reforma tributária na Câmara dos Deputados, Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), defendeu um "amplo Refis" antes de aprovação de leis modificando os impostos no país.

Ele afirmou que isso será feito com a reformulação, pelo Congresso Nacional, do Programa de Regularização Tributária (PRT), previsto na Medida Provisória 766/17. A medida será analisada por comissão mista, que ainda não foi instalada.

"Esse Refis que o governo mandou não resolve o problema da maior crise econômica que vivemos. Vamos reformular com um Refis federal amplo. Para ter reforma tributária, tem que ter um "Super Refis", completou. Hauly defendeu que Estados e municípios também façam amplos programas de regularização de débitos antes da reforma tributária.

Outros deputados também defenderam a ampliação do PRT. O governo afirma que o programa não é um Refis por não perdoar juros e multas, justamente o que é criticado pelo setor empresarial e deve sofrer mudanças na tramitação, a exemplo do que ocorreu em programas anteriores.

"Temos que mudar esse Refis completamente, do jeito que está aí não vai resolver nada", completou o deputado Izalci Lucas (PSDB-DF).

A REFORMA
O relator começou a apresentar no fim da manhã desta quarta os principais pontos do relatório preliminar sobre a reforma tributária.

Entre as mudanças estão a extinção e unificação de tributos e a criação de uma nova contribuição sobre movimentação financeira. "A regra de ouro é manter a carga tributária nos 35% que é hoje. Não vai ter perda de receita para União, Estados e municípios", garantiu.
A intenção do relator é apresentar, logo após o carnaval, a minuta do anteprojeto de reforma tributária, que será colocada em audiência pública por 15 dias.

A ideia é dividir a reforma em dois tempos: em um primeiro momento, serão feitas as mudanças constitucionais, que não alteram o montante arrecadado. Depois, serão feitas as modificações nas leis complementares, que é onde se tratará das alíquotas dos tributos. "Sou favorável a não fazer nada abrupto", acrescentou.

Hauly defendeu a criação de um novo tributo nos moldes da CPMF e disse que parte da arrecadação poderá ser utilizada para a Previdência Social. "Mesmo que a transação financeira tenha sido satanizada, quem tem dúvida de que é uma belíssima ferramenta de arrecadação?", afirmou.

PROPOSTA
O projeto que será apresentado por Hauly prevê a extinção do ISS, ICMS, IPI, PIS, Cofins, CIDE e Salário Educação e, em troca, seriam criados o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e o Imposto Seletivo Monofásico.

Esse último incidiria sobre setores específicos, como energia elétrica, combustíveis, transportes, cigarros, bebidas, veículos, comunicações, minerais, autopeças, eletroeletrônicos e eletrodomésticos.

Além disso, a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido será fundida com o Imposto de Renda. Uma nova contribuição sobre movimentação financeira (Cofins) substituirá o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e as contribuições previdenciárias de empregados e empregadores teriam a alíquota reduzida, compensada com a arrecadação da nova contribuição.

Não haveria mudanças nos tributos que incidem sobre a propriedade (IPTU, ITR, IPVA, ITCMD e ITBI), mas as alíquotas serão uniformizadas.


O relator propõe ainda a criação de uma "Super Receita Estadual", que seria responsável pela arrecadação do novo IVA, que seria cobrado no destino e repassado aos Estados por meio de créditos financeiros, acabando com a guerra fiscal.



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